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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Quando devo recorrer ao psicólogo infantil?








Birras, malcriações, rebeldia, notas baixas, dificuldade em aprender, timidez, choro fácil, problemas de sono, apatia, perda de ente querido, separação de pais etc.. São vários motivos que fazem com que os pais pensem em procurar ajuda de um Psicólogo Infantil. Mas a pergunta está sempre no ar: quando realmente há necessidade de recorrer a psicoterapia infantil?

Para obtermos essa resposta devemos analisar quando nós adultos procuramos ajuda psicológica. Pense em você e o que faria você procurar um psicólogo. Normalmente isso acontece quando estamos passando por problemas que interferem no nosso dia-a-dia e nos causam algum sofrimento. Entretanto, com as crianças ocorrem de maneira diferente, pois elas nem sempre sabem nomear o que sentem ou porque estão se comportando de determinado jeito. Mas elas expressam o sofrimento e a tristeza através dos comportamentos e atitudes. Por isso é primordial o olhar e atenção dos adultos sempre. É necessário saber como está a criança como um todo, se está tudo bem na escola, se está dormindo e comendo bem, se está mais quieta ou mais agitada e qual a frequência do comportamento que não é comum ela apresentar. Ao perceber mudanças em algum aspecto do comportamento, procure ajuda.

É muito importante os pais entenderem as fases de desenvolvimento infantil e saber quais comportamentos são comuns na idade em que a criança está. É necessário entender um pouco de tudo o que diz respeito ao desenvolvimento emocional (ou psicológico), cognitivo (ou da inteligência), motor, da linguagem e social da criança. Esse entendimento facilitará a conclusão se tal mudança comportamental está ocorrendo devido a uma fase que a criança está passando, ou se ela está com algum tipo de sofrimento.

pequeniños

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O medo das crianças de acordo com a idade


  





Sentir medo é normal, faz parte do desenvolvimento infantil, mas a criança precisa se sentir amparada quando esse sentimento vem à tona. Veja aqui quais são os temores mais comuns a cada fase e saiba com ajudar seu filho a lidar com eles:

ATÉ 7 MESES 
De barulhos inesperados e luzes fortes.
- Para ajudar: evite expor a criança a qualquer estímulo intenso. Se não for possível, faça de maneira suave e verifique como ela reage.

DE 7 MESES A 1 ANO E MEIO 
De pessoas, ambientes e objetos novos; de perder os pais, pois acham que pessoas desaparecem quando não estão ao alcance de seus olhos.
- Para ajudar: o pai, a mãe ou o cuidador devem estar presentes quando o bebê for exposto a situações novas.

DE 1 ANO E MEIO A 3 ANOS 
Do escuro, de pessoas com máscaras ou fantasias, de ficar sozinho.
- Para ajudar: ao encontrar alguém fantasiado, aproxime-se devagar e mostre que é apenas uma roupa diferente. Se ele não gostar, não force.

DE 3 A 5 ANOS
De monstros, fantasmas, da escuridão, de animais, chuva, trovão, de se perder.
- Para ajudar: respeite a criança, permitindo que se expresse, e explique que nada lhe acontecerá de mal. Quanto ao medo de se perder, faça-a decorar o nome inteiro e o telefone de casa e a ensine a pedir ajuda. Ela se sentirá mais segura.

A PARTIR DOS 5 ANOS
De ser deixado na escola, de bandido, de personagens de terror.
- Para ajudar: insegurança melhora com diálogo. Se o medo for de bandido, reforce, por exemplo, a importância de ficar perto de adultos conhecidos. Para a criança se sentir segura, diga que alguém sempre estará cuidando dela na escola.

A PARTIR DOS 6 ANOS
Da própria morte e da dos pais, pois já a entende como algo irreversível; de ser criticado.
- Para ajudar: se houver perguntas sobre morte, não invente histórias absurdas, diga a verdade de forma delicada. E quanto às críticas: explique que elas nos ajudam a melhorar.

crescer

terça-feira, 21 de outubro de 2014

"Falar à bebé" é normal?





Quando existe uma dificuldade em produzir os sons da língua pela incapacidade motora / articulatória, relacionada com alterações das estruturas anatómicas e fisiológicas envolvidas na produção de fala, podemos colocar a hipótese de a criança ter uma perturbação articulatória ou Dislália que compromete a forma como fala.

Um dos sinais mais comuns da perturbação de articulação é a omissão de um som (“pato” em vez de “prato”), substituição de um som por outro (“uápis” em vez de “lápis” ) e distorção de um som (falar à “sopinha de massa”).

É na verdade o comummente chamado “falar à bebé” que deixa os pais sempre tão confusos em relação a como agir. Se, por um lado, sabe bem ouvir o filhote já crescido falar ainda um pouco à bebé relembrando os primeiros tempos de vida, por outro, o facto de não estar a existir um correto desenvolvimento da linguagem pode ser sintoma de alguma outra questão a que é preciso dar atenção. Até aos 4 anos a criança pode ainda apresentar algumas falhas na fala. Contudo, é esperado que depois dessa idade, o mesmo não aconteça.

As dificuldades na produção de sons assumem várias consequências ao nível da interação social, em que as crianças estranham e tendem a fazer troça dos meninos que não falam corretamente, ao nível do rendimento escolar, uma vez que problemas na fala conduzem a problemas na leitura e na escrita dificultando consequentemente a compreensão e aquisição dos conteúdos, e por último a nível laboral.

Deve marcar uma consulta em Terapia da Fala se o seu filho…

… Falar de uma forma demasiado imatura para a sua idade;

… Falar de forma “estranha”, produzindo alguns sons diferentes do que seria esperado;

… Tiver um discurso impercetível;

… For gozado pelos colegas devido à forma como fala.

Ser mais

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Até quando ele é bebé?





Difícil mesmo saber a denominação correta, até porque, para muitas mães, o filho vai sempre ter o apelido de ‘bebê’, mas existe a data certa em que a criança muda de fase, e é preciso respeitar essas novas etapas. 

Logo que ela nasce, há uma terminologia que determina esse tempo como os minutos de ouro, isso porque muitas das dificuldades pelas quais o bebê pode passar logo após o nascimento, devem ser resolvidas ainda nos primeiros minutos de vida. Neste período a nomenclatura correta empregada é de recentemente nascido. Depois disso, você ainda terá 27 dias para chamar seu filho de recém-nascido. Nesta fase, ele poderá mexer braços e pernas em ambos os lados do corpo e poderá focar objetos que estão a 20 ou 40 centímetros de distância. 

No 28º dia ele já será um bebê, ou, no termo correto, lactente. A partir de agora você e seu filho passarão a curtir mais um ao outro. Ele já conseguirá erguer um pouco a cabeça quando estiver de bruços em uma superfície plana, poderá focar um rosto e, talvez, reagir a uma campainha ou som mais alto. “A classificação a partir dos 28 dias como lactente ou bebê se dá porque é nessa fase que começa todo o desenvolvimento e comportamento que deve seguir até os 2 anos, período estipulado para a amamentação, daí o nome lactente”, explica o pediatra e neonatologista Jorge Huberman, filho de Davi e Rachel. 

 Depois dos 2 anos de idade você provavelmente olhará para seu filho pensando que ele ainda é um bebê, mas a partir daí já será uma criança. E é nessa idade que começa o pleno desenvolvimento do seu filho, ele passará a distinguir o certo e o errado por meio de olhares e sinais dos pais, ele se torna mais sociável e quer ter o contato com outras crianças, além de as vontades e desejos virem com mais força e intensidade – você vai tentar fazê-lo vestir uma determinada peça de roupa, mas é provável que ele opte por outra. Continuar tratando uma criança como um bebê, com os mesmos mimos e atenções de antes, não será saudável, os pais precisam respeitar o crescimento e desenvolvimento dos filhos. E quando o tempo passar rápido demais e a saudade bater, ainda vale colocar o filho no colo e fazer um cafuné lembrando daqueles minutos de ouro. 

Consultoria: Dr. Jorge Huberman,filho de Davi e Rachel, pediatra e neonatologista.
Pais e filhos

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Elogie os seus filhos


Porque e como deve fazê-lo



A frequência e conteúdo dos elogios que faz aos seus filhos pode contribuir para o seu bem-estar afetivo, sucesso e desenvolvimentos pessoal.

Com a ajuda do livro «You - Como Cuidar do Meu Filho», dos conhecidos médicos Michael F. Roizem e Mehment C. Oz, indicamos-lhe quatro regras essenciais que deve seguir:

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Andarilhos...



Inimigo da aquisição de marcha




O perigo de acidentes não é o único problema dos andarilhos ou "aranhas". «O facto de a criança ficar em pé no andarilho impede-a de rolar, sentar-se ou gatinhar, que são as bases para a aquisição da marcha. Quanto mais praticar estas etapas, mais depressa aprenderá a andar. Além disso, como o bebé anda na ponta dos pés, causa tensão nos músculos das pernas, atrasando o desenvolvimento motor em geral», explica Elsa Rocha, pediatra no Hospital de Faro. 

«Os andarilhos são um contra-senso, uma vez que são desenhados para pôr a criança numa posição que não é a ideal para o seu desenvolvimento naquele momento», clarifica Elsa Rocha, que também é uma das responsáveis pelo estudo da SPP sobre andarilhos

A pediatra reforça ainda a inutilidade dos andarilhos, alertando para os perigos que lhe estão associados: «São completamente contra-indicados. Mesmo que sejam utilizados durante pouco tempo, não fazem bem nenhum. É fundamental alertar os pais. A maior parte não tem noção de que os andarilhos são um objecto perigoso e sem qualquer tipo de vantagem.»

Proibir a venda de andarilhos seria a solução? «Proibir apenas em Portugal não fará muito sentido, pois facilmente se compraria um andarilho em Espanha.» 

A discussão sobre o perigo dos andarilhos já fez correr muita tinta pelo mundo fora, principalmente no Reino Unido e nos EUA. A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda a proibição de andarilhos desde 1995. No entanto, e apesar de em 2001 terem sido registados mais de mil acidentes com crianças em andarilhos, o governo americano ainda não tomou qualquer medida nesse sentido. Ao longo destes anos, a AAP tem feito vários comunicados dirigidos aos pais, desencorajando-os a comprar os aparelhos.

Em Portugal, a recomendação surge até no Boletim de Saúde Infantil e Juvenil: «Os andarilhos (aranhas, voadores) provocam muitos acidentes: quedas, entalões, queimaduras, pancadas na cabeça, e não ajudam a andar, pelo contrário, podem atrasar», lê-se nos conselhos aos pais. Os especialistas recomendam ainda, a quem tiver um andarilho em casa, que, antes de o deitar para o lixo, o destrua até ficar inutilizado, para que ninguém possa mesmo voltar a usá-lo. 

Estudo comprova atraso no desenvolvimento 

Um estudo publicado no British Medical Journal, em Junho de 2002, arrasou de vez com as teorias que diziam que os andarilhos estimulavam a aquisição da marcha. Uma investigação da Universidade de Fisioterapeutas de Dublin concluiu que por cada 24 horas em cima de um andarilho, um bebé atrasava o início da marcha mais de três dias. Para chegar a estes números, os investigadores analisaram a evolução do desenvolvimento motor de 190 bebés saudáveis. Segundo explicaram, os bebés que utilizam andarilhos «andam sem carregar o peso do próprio corpo, o que faz com que os seus músculos e ossos não se desenvolvam normalmente».

Aprendi no Jardim de Infância

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Complexo de Édipo







O complexo de Édipo foi identificado pelo psicanalista austríaco Sigmund Freud, no decorrer de uma das fases do nosso desenvolvimento psicossexual. Está-se a falar da fase fálica que acontece por volta dos 3 anos e em que se forma aidentidade masculina. É a fase do início da excitação sexual, na qual a criança centra o seu prazer na estimulação daszonas genitais do seu corpo, ou seja, nesta caso no órgão sexual masculino.Ele acreditava que todas as crianças sofriam um conflito interior quase totalmente inconsciente: o desejo de possuir o elemento do sexo oposto e,simultaneamente, a vontade de eliminar o rival do mesmo sexo, por quem experimenta sentimentos ambivalentes de amor e ódio.

domingo, 3 de agosto de 2014

Caraterísticas psicológicas de crianças de 6 e 7 anos







 Desenvolvimento psicológico
  •  É o centro do seu próprio universo. Egocêntrica;
  •  Sabe tudo e quer tudo; e quer fazer tudo à sua maneira;
  •  É dominadora, obstinada e agressiva;
  •  Emocionalmente é excitável e desafiadora;
  •  Eticamente é pouco apta, devido à sua fase evolutiva, que lhe imprime a tentação de enganar, o que é mais notório no campo dos jogos;
  •  Aceita a culpa com mais facilidade em coisas grandes do que pequenas;
  •  Anseia o elogio e a aprovação;
  • Reage lenta ou negativamente quanto a uma ordem, mas passado um bocado talvez a ponha em prática espontaneamente, como se se tratasse de ideia sua;
  • Possui dificuldade para decidir, vacila entre duas possibilidades;
  • Gosta de possuir grande numero de coisas mas não as cuida;
  • Possui um débil sentido da propriedade alheia, de modo que pega no que vê e deseja, independentemente de quem seja o proprietário;
  •  Tem certa irresponsabilidade;
  • Está em plena adaptação a dois mundos: o de sua casa que lhe exige novas responsabilidades e o do colégio com todas as suas estruturas,. regras, etc;
  •  Começa a ver-se e a conhecer-se a si própria; assim firma as bases para a sua autovalorização que culminará e amadurecerá nos 7 e 8 anos;
  • Capta mais coisas do que o que na realidade pode manejar;
  • Toca, mexe e explora todos os materiais;
  •  As suas manifestações tensionais ou descargas chegam por vezes a um ponto limite, chegando por vezes a criança a perder o controlo;
  •  Além destas manifestações limites, dão-se também descargas de energia por outras vias: agitação, roer as unhas, etc..
  •  Deseja e precisa de ser a primeira, a mais querida,
  • Agrada-lhe contar histórias exageradas;
  •  Dá verdadeiro interesse ao valor do dinheiro, como ganho e recompensa;
  • Tem medo dos ruídos, essencialmente aos elementos da natureza (chuva, trovão) assim como aos seres humanos e fantasmas;
  • Adora o elogio e não tolera a crítica;
  • Tem noção do bom e do mau, mas rudimentar, pois a relaciona ainda muito com actividades aprovadas ou desaprovadas pelos pais.
  •  É extremamente dominante em relação às coisas que lhe pertencem.


Âmbito escolar

  • .Gosta do professor e quer agradar-lhe. Quer o seu elogio, a sua atenção e ajuda.
  •  Instintivamente, identifica-se com tudo o que sucede e está à sua volta, pelo que está capacitada para interiorizar novos conhecimentos e novas experiências pessoais e culturais.
  • A mentalidade comum dos 6 anos não está ainda preparada para uma instrução formal da leitura, escrita e aritmética. Só é possível tornar vivos estes capítulos associando-os com experiências vitais.
  •  Os seus desenhos espontâneos são mais realistas. Capta o simples e o primitivo da natureza (casa, árvore, etc.).
  •  Começa nela o processo de se cultivar. Já não se limita a reproduzir a cultura, mas faz uma nova apreciação de si mesma e reorganiza-se em relação a esta cultura.
  •  Deseja seriamente estudar, apesar dos seus altos e baixos.

7 ANOS

 
Desenvolvimento psicológico

  •  É mais consciente de si própria e está mais absorvida em si mesma. Aparenta viver “noutro mundo”. Parece não ouvir o que se lhe manda. Está a tomar-se introvertida;
  •  Desenvolve-se nela o sentido ético (distinção entre o bem e o mal), já não só nela, mas também nos outros;
  •  Concretiza e interioriza mais a sua estrutura de espaço e tempo;
  •  Medita mais antes de actuar pois é mais prudente, mais deliberativa (não medrosa).
  • Costuma aguentar o choro;
  •  É sensível ao elogio e à crítica. Não sabe aceitar cumprimentos e não se tranquiliza quando é elogiada;
  •  Anseia por agradar; tem consideração pelos outros;
  •  Tem conduta menos agressiva. Poucos acessos de cólera e menos oposição às ordens.
  •  Teme as situações novas que lhe costumam aparecer na escola;
  •  Tem menos pesadelos. É a figura central dos seus sonhos;
  •  Aumenta o interesse pelo dinheiro, e muitas pensam em economizar.



 Âmbito escolar
  •  Quer responsabilidade, especialmente na escola, mas preocupa-se com a ideia de não poder portar-se correctamente;
  •  Deseja acabar uma tarefa já começada, mas não repara na sua capacidade para o fazer;
  • Tem tendência a esperar muito dela própria;
  •  É boa ouvinte; centrou a sua atenção pelo que está aberta a novos conhecimentos;
  •  Preocupa-a a ideia de chegar tarde à escola e de não acabar os seus trabalhos;
  •  Precisa duma palavra do professor para começar a mais simples tarefa;
  •  Exige com impaciência a atenção e ajuda do professor;
  •  Tende a procurar carinho no professor;
  • Tem no mundo do colégio o mundo dos seus amigos;
  • Atitude das pessoas que a rodeiam e a formam;
  •  A mãe deve reconhecer e compreender o carácter passageiro desta conduta tão extremosa e agressiva da criança de 6 e 7 anos; deste modo a criança tomar-se-á mais dócil. O castigo nestes momentos não serve de nada. A criança terá com isto um arrependimento momentâneo mas a sua conduta não melhorará;
  •  É uma criança que precisa de afecto e carinho constante: e está uma fase de ajustamento pessoal e social e todo o ajustamento leva implícito uma crise. E agora que o pai desempenha um papel importante: deve preocupar-se com ele, pedir-lhe ajuda em tarefas simples; viverem juntos os momentos de ócio, etc..
  •  É também importante o papel do professor, que não substitui nem pouco mais ou menos a mãe, mas reforça, com um sentimento de maior segurança;
  •  Há que dar-lhe responsabilidades de acordo com as suas possibilidades;
  •  É necessária uma relação mútua e forte entre a família e a escola, sobretudo nesta idade. É conveniente que pais e professor mantenham uma relação estreita, para conhecer o comportamento na escola.

Aldeia educação

Desenvolvimento da criança ( de 5 a 6 anos)






Desenvolvimento Físico


• A preferência manual está estabelecida;


  •  É capaz de se vestir e despir sozinha;


• É capaz de assegurar a sua higiene de forma independente;

• Pode manifestar dores de estômago ou vómitos quando obrigada a comer comidas de que não gosta; tem preferência por comida pouco elaborada, embora aceite uma maior variedade de alimentos.


Desenvolvimento Intelectual

Fala fluentemente, utilizando correctamente o plural, os pronomes e os tempos verbais;


• Grande interesse pelas palavras e a linguagem;

• Pode gaguejar se estiver muito cansada ou nervosa;

• Segue instruções e aceita supervisão;

• Conhece as cores, os números, etc.; pode identificar e distinguir euros e cêntimos;

• Capacidade para memorizar histórias e repeti-las;

• É capaz de agrupar e ordenar objectos tendo em conta o tamanho (do mais pequeno ao maior);

• Começa a entender os conceitos de "antes" e "depois", "em cima" e "em baixo", etc., bem como conceitos de tempo: "ontem", "hoje", "amanhã";

Desenvolvimento Social


• A mãe é ainda o centro do mundo da criança, pelo que poderá recear não a voltar a ver após uma separação;


• Copia os adultos;

• Brinca com meninos e meninas;

• Está mais calma, não sendo tão exigente nas suas relações com os outros; é capaz de brincar apenas com outra criança ou com um grupo de crianças, manifestando preferência pelas crianças do mesmo sexo;

• Brinca de forma independente, sem necessitar de uma constante supervisão;

• Começa a ser capaz de esperar pela sua vez e de partilhar;

• Conhece as diferenças de sexo;

• Aprecia conversar durante as refeições;

• Começa a interessar-se por saber de onde vêm os bebés;

• Está numa fase de maior conformismo, sendo crítica relativamente àqueles que não apresentam o mesmo comportamento.


Desenvolvimento emocional


• Pode apresentar alguns medos: do escuro, de cair, de cães ou de dano corporal, embora esta não seja uma fase de grandes medos;


• Se estiver cansada, nervosa ou chateada, poderá apresentar alguns dos seguintes comportamentos: roer as unhas, piscar repetidamente os olhos, fungar, chuchar no dedo, etc.;

• Preocupa-se em agradar aos adultos;

• Maior sensibilidade relativamente às necessidades e sentimentos dos outros;

• Envergonha-se facilmente.

Desenvolvimento Moral

• Devido à sua grande preocupação em fazer as coisas bem e em agradar, poderá por vezes mentir ou culpar os outros de comportamentos reprováveis.

Sonhos e companhia

A criança aos 4 anos



Ouvimos muitas vezes as pessoas  dizerem “essa criança está muito desenvolvida para a sua idade”, mas nem sempre é claro o que isso significa. Conforme as idades, o seu desenvolvimento físico, motor, cognitivo, emocional e social permitem à criança conquistar determinadas metas que são normais e esperadas. Conheça qual o desenvolvimento típico de uma criança de 4 anos.

    Desenvolvimento físico
    Pesa entre 13 a 23 quilos
    Mede entre 93cm e 1m17cm
    Necessita de dormir entre 10 e 12 horas todas as noites

    Desenvolvimento motor

    Veste e calça-se sem necessitar de muita ajuda
    Come sozinha, já sabe usar bem o garfo, faca e colher
    Penteia o cabelo e lava os dentes sozinha
    Consegue andar em linha reta de forma direita
    Corre e salta sobre e em torno de obstáculos com facilidade
    Sobe e desce sem grande dificuldade
    Salta bem sobre um pé apenas
    Apanha, atira e dribla bem uma bola
    Já anda bem de triciclo
    Consegue empilhar objetos sem dificuldade
    Cria formas e objetos com recurso a plasticina
    Segura bem num lápis e faz desenhos legíveis
    Já sabe usar uma tesoura infantil

    Desenvolvimento cognitivo

    Fala fluentemente, com frases muito completas
    Adora inventar palavras, cantar canções e rimas
    Gosta de conversar, ter longas conversas
    Já conhece muitas letras do alfabeto e até algumas palavras mais familiares
    Pode já saber escrever o seu próprio nome
    Já sabe dizer o nome completo, onde mora e o número de telefone
    Faz muitas perguntas
    Responde facilmente às perguntas que lhe são feitas
    Percebe e recorde-se bem dos seus feitos/sucessos
    Já sabe distinguir entre ontem, hoje e amanhã
    Percebe bem a rotina diária e o que sucede a quê
    Consegue atender a um pedido com 2 ou 3 ações distintas
    Já percebe os conceitos relacionados com: quantidades, tamanhos, pesos, medidas, texturas, cores, distâncias, tempo e posições
    A sua capacidade de atenção é maior, consegue concentrar-se na mesma atividade durante 10 a 15 minutos
    Consegue ordenar objetos do mais baixo para o mais alto, do mais pequeno para o maior
    Conta até 7 objetos em voz alta, embora nem sempre na ordem correta
    Já sabe entre 6 e 8 cores
    Reconhece cerca de 3 formas diferentes

    Desenvolvimento emocional

    Ainda tem dificuldade em separar a realidade da fantasia
    É muito entusiasta, tem sempre muita pressa em tudo
    Tem uma imaginação muito vívida
    Pode mentir para se proteger mas ainda não percebe o que é uma mentira
    Capacidade de sentir ciúme
    É mais cooperante
    Gosta de se exibir a si própria e às suas coisas
    Tem mais confiança
    Começa a perceber o que é o perigo
    Pode ter medo de muitas coisas, inclusive do escuro e dos “monstros”
    Ainda tem birras, normalmente em relação a pequenas coisas
    Capacidade de sentir raiva e frustração, principalmente quando algo não está a correr como quer
    Passa a exprimir o seu descontentamento/raiva mais verbalmente do que fisicamente
    Por vezes ainda é agressiva e/ou violenta
    Já sabe fazer ameaças

    Desenvolvimento social

    Está mais independente em relação aos adultos
    Gosta de obter a aprovação dos adultos
    Gosta de brincar com outras crianças, nomeadamente com aquelas que têm a mesma idade
    Já consegue brincar em grupo
    Embora goste de brincar com crianças de ambos os sexos, já tem uma maior preferência por brincar com crianças do mesmo sexo que o seu
    Já sabe partilhar com as outras crianças e fá-lo na maioria das vezes
    Por vezes pode querer ser o líder
    Gosta de alterar as regras da brincadeira à medida que se brinca
    Pode chamar nomes às outras crianças, fazer queixa das mesmas aos adultos
    Pode ter um ou mais amigos imaginários
    Gosta de contar histórias e anedotas – muitas vezes sem nexo – aos adultos
    Está constantemente a perguntar porquê
    Gosta de chocar os outros – crianças e adultos – ao usar palavrões e outras palavras proibidas
    Quando brinca gosta de imitar os pais, normalmente o do mesmo sexo
    Adora brincar às personagens: professora, dona do café, dono da loja, bombeiro, polícia…

A criança aos 3 anos de idade

A Criança aos 3 Anos


O desenvolvimento físico, os "amigos imaginários", desenvolvimento da linguagem são alguns dos tópicos abordados. Saiba mais!

Desenvolvimento da criança







Desenvolvimento do bebé


Consideram-se três grandes áreas de desenvolvimento infantil: motor, cognitivo e emocional. Estas três grandes áreas de desenvolvimento interligam-se, influenciam-se e acontecem simultaneamente.
Contudo, em determinados momentos, uma área pode ter mais protagonismo do que as outras, sem deixar de coabitar, a toda a hora, de noite ou de dia. E, em cada uma delas, pais, bebé e genética têm o seu papel.



Desenvolvimento cognitivo do bebé (dos 0 aos 12 meses)

No primeiro ano de vida o cérebro do bebé cresce e experimenta o mundo através dos sentidos. São eles que lhe permitirão aprender, mas a estimulação exterior é fundamental. Aprender, no primeiro ano, não é fácil porque o corpo e as competências cognitivas do bebé ainda estão em desenvolvimento.

Os sons e as cores ainda podem parecer confusos. As primeiras experiências de aprendizagem são de causa/efeito e imitação, apoiando-se nas etapas que o bebé vai atingindo fisicamente. Por exemplo, explorar texturas e formas, são feitas quando o bebé já tem capacidade para segurar um brinquedo. Primeiro ganha mestria na aptidão física que, depois, propicia o desenvolvimento cognitivo e sensorial do objecto

Desenvolvimento cognitivo dos 0 aos 12 meses:

Recém nascido
  • Ao nascer, as primeiras impressões visuais do bebé são de luz e escuridão. Este é o motivo pelo qual muitos brinquedos dirigidos a recém-nascidos são a preto e branco.
  • As reações aos outros são pouco notórias, mas existem.
  • Ao nascer, por já ser capaz de ouvir, já reage à voz humana, embora ligeiramente. Após duas semanas, é capaz de o fazer intencionalmente, principalmente quando ouve as vozes dos pais.
  • Também reage ao contacto visual, desde que os objetos/pessoas se encontrem dentro dos limites do seu campo de visão.
  • É capaz de mostrar as suas necessidades, comunicando-as através do choro. À medida que vai conhecendo o seu bebé, aprenderá a reconhecer o seu choro e a identificar as suas causas.
1 mês

  • Reage aos sons fortes com desaprovação e aos sons calmos com agrado.
  • Faz movimentos bruscos de reflexo com o corpo como mostra de excitação ou alegria.
  • Consegue seguir um objeto com os olhos.
  • Vocaliza quando estimulado ou quando se conversa com ele.
2 meses

  • É muito sensível ao rosto humano e já fixa a sua atenção num rosto. O rosto dos pais, e principalmente da mãe, tem um grande poder de o acalmar.
  • Reage de forma diferente a um sorriso ou a uma gargalhada.
  • Reage com atenção e curiosidade ao mundo exterior, principalmente, aos sons.
  • Mostra interesse por determinados objetos.
  • Palra.
3 meses

  • Ganha consciência do seu próprio corpo e começa a explorar o mundo com as mãos.
  • Já responde, em vez de reagir, quando se fala com ele e fá-lo mexendo o corpo, emitindo sons e sorrindo.
4 meses


  • Imita os sons que ouve à sua volta.
  • É muito curioso com o ambiente e o mundo à sua volta, e observa tudo com muita atenção. Como já não está só deitado, o mundo visto de uma nova perspetiva parece novo.
  • Reconhece objetos e rotinas.
  • A descoberta do seu corpo continua e os pés são a nova atração.
  • Procura o objeto caído.
5 meses

  • A capacidade de atenção está a aumentar e já fica a fazer a mesma coisa por mais tempo.
  • Usa o seu corpo, movimentos e sons, para chamar a atenção sobre si.
6 meses


  • Usa determinados mecanismos físicos para garantir uma reação específica do adulto. Por exemplo, ergue os braços para pedir colo.
  • Reage ao seu próprio reflexo num espelho, como se de outro bebé se trata-se.
  • Pode começar a mostrar sinais de timidez ou estranheza a alguns adultos e estranhos.
  • Reage a algumas palavras familiares como o seu nome ou palavras do seu quotidiano e demonstra-o com uma resposta física como olhar.
  • Possui uma grande sensibilidade às modulações nos tons de voz que ouve.
  • Já articula monossílabos como ‘ba’ ou ‘da’.
  • Gosta de fazer e brincar ao ‘cu-cu’.
7 meses


  • O ‘não’ começa a ganhar significado.
  • Usa o seu corpo para atingir os seus objectivos e satisfazer a sua curiosidade. Por exemplo, movimentar-se para chegar a um brinquedo.
  • Não desiste facilmente.
  • Quando vê um objeto a desaparecer, procura-o. Já sabe que o objecto existe mesmo quando não o vê, desde que o tenha visto desaparecer. A memória é uma competência em desenvolvimento.
  • Já brinca.
8 meses

  • A memória é a capacidade a ser mais desenvolvida nesta fase.
  • Procura o objeto escondido.
  • Reconhece jogos, músicas e rimas familiares.
  • Compreende o seu nome e responde quando o chamam.
  • Já diz ‘baba’ ou ‘dada’.
  • Já aponta.
9 meses

  • Faz coisas com o seu corpo, como dizer adeus ou esticar o pé para ser calçado.
  • Começa a repetir rimas com movimentos associadas.
  • Sabe que o objeto existe mesmo quando não o vê e, se você o esconder, vai procurá-lo.
10 meses


  • Brinca com livros e com as suas ilustrações.
  • Brinca a atirar objetos, procurando-os ou interagindo com os outros para que os procurem.
  • Fisicamente, está a ganhar mestria na capacidade de agarrar.
  • Adquire o conceito de espaço, como aqui, ali, em cima e em baixo.
11 meses

  • Desenvolve o sentido de humor.
  • Age conscientemente na procura de atenção e reacção dos adultos, fazendo graças.
  • Abana a cabeça para dizer que sim.
  • Pode iniciar-se na fala através da repetição de sílabas iniciais de uma palavra ou na pronunciação de palavras pequenas. Se estimulado nesse sentido, já sabe dizer o nome ou repetir palavras.
12 meses

  • Interage segundo as regras sociais que lhe são ensinadas, como cumprimentar com um beijo.
  • Diz palavras e compreende indicações e frases simples como ‘onde está o brinquedo?
  • Identifica personagens favoritas dos livros ou desenhos animados.
  • Convida e procura a interação com os outros para brincar.
  • Gosta de jogos de causa e efeito.


Desenvolvimento motor da criança( dos 0 aos 24 meses)




O desenvolvimento motor decorre, maioritariamente, no primeiro ano de vida e acontece de forma sequencial. Cada competência ou capacidade adquirida precede e é fundamental para a aquisição da próxima, ou exploração de uma nova área do desenvolvimento. Ser capaz de ver, antecede o desenvolvimento do sentido de perspetiva ou profundidade.

Um bebé que nasce saudável já nasce com os sentidos prontos, contudo ainda não completamente desenvolvidos. Eles são parte da caixa de ferramentas da sobrevivência.

O mundo exterior é adverso e o nascimento, um choque. Da proteção do interior da barriga da mãe sai para uma explosão sensorial!

À medida que o bebé cresce e desenvolve a sua musculatura, vai ganhando controlo sobre o próprio corpo, passando de gestos bruscos a movimentos refinados, controlados e com uma determinada intenção. Grande parte deste processo de maturação acontece nos primeiros 6 meses de vida. O bebé tem proporções diferentes das de um adulto. As dimensões da cabeça, tronco e membros têm uma proporção própria onde a cabeça é maior do que os braços e os braços e pernas mais pequenos do que o tronco.

O desenvolvimento físico dos aparelhos sensorial e motor são importantes para que comece a explorar o mundo e as suas gradações, guiado pelo seu instinto natural de curiosidade e interesse em explorar tudo o que o rodeia.


Desenvolvimento motor dos 0 aos 24 meses:
Recém-nascido
  • Vê bem mas só tem um alcance de 15 a 20 cm. Esta é a distância entre o peito e a cara da mãe.
  • Não consegue focar. Olhe diretamente para ele e entre no seu campo de visão.
  • Tem o sentido do olfato completamente desenvolvido.
  • Tem paladar.
  • Ouve desde os 5 meses de gestação. É possível avaliar a sua reação aos sons com testes simples e estimulação adequados. A avaliação da sua capacidade auditiva é mais correta se for feita quando a criança já fala.
  • Ainda não tem controlo da cabeça, embora já seja capaz de mexer os braços, gesticulando-os e esticando-o
1mês
  • É capaz de focar objetos a 25 cm de distância.
  • Já não tem a persistência do reflexo de preensão, isto é, já não encerra os punhos quando é estimulado na palma da mão.
  • Toda a musculatura está mais forte, por isso vai notar mais controlo no posicionamento da cabeça e capacidade de movimentação, mas ainda descai a cabeça para traz.
  • Distingue entre o claro e o escuro, mas não as cores.
2 meses
  • É capaz de levantar a cabeça sozinho durante mais tempo, quando deitado de barriga para baixo. Se o segurar sentado, o bebé já consegue manter a cabeça direita por algum tempo.
  • Já segura em brinquedos.
3 meses
  • Se o deitar de barriga para baixo, já é capaz de usar os braços para se suportar e levantar totalmente a cabeça.
  • Começa a puxar para se sentar, com a cabeça alinhada com o corpo.
4 meses
  • Consegue sentar-se se devidamente apoiado.
  • Tem controlo completo sobre a cabeça e usa-o para explorar o mundo à sua volta, olhando para ambos os lados.
  • Deitado de costas, levanta a cabeça durante vários segundos; deitado de barriga para baixo começa a elevar-se com apoio das mãos e dos braços e vira a cabeça.
  • Já rebola e volta.
  • O controlo das mãos é mais fino, sendo capaz de segurar num brinquedo.
5 meses
  • Tem cada vez mais força nos membros.
6 meses
  • Utiliza os membros para se movimentar, rolando para trás e para frente.
  • Suporta grande parte do seu peso nos membros superiores e inferiores.
  • Senta-se direito, sem apoio.
  • Consegue alcançar e agarrar o que quer ou a posicionar-se no chão para brincar.
  • Transfere objetos de uma mão para a outra.
  • A visão e a coordenação olho/mão encontram-se próximas da do adulto.
8 meses
  • Tem mais força muscular e controlo sobre os seus movimentos, que usa para explorar e satisfazer a curiosidade pelo mundo, que é mais predominante nesta fase.
  • É capaz de se sentar sem apoio e de se movimentar para testar o equilíbrio.
10 meses
  • Senta-se sem ajuda e por iniciativa própria.
  • Domina alguns movimentos finos, como a pinça com os dedos e o polegar.
  • Consegue gatinhar e andar agarrado às coisas. Nem todos os bebés gatinham, o que não significa que não tenham a capacidade de o fazer.
12 meses
  • Caminha, agarrado, de mão dada ou independentemente… esta é uma etapa com muita variação.
  • Consegue escolher, segurar, pôr ou tirar brinquedos de uma caixa.
  • Rabisca.
14 meses
  • Pode começar a dar os primeiros passos e andar por curtas distâncias. Nesta altura, andar, começa a ser uma tarefa que faz com mais segurança e que está praticamente estabelecida
  • Ainda precisa de apoio para se levantar.
  • Dependendo do seu contacto com livros, já consegue virar as páginas.
16 meses
  • É um caminhante! Já se senta e levanta, quando quer! A exploração do mundo ganha uma nova perspetiva.
  • Já sobe escadas com o mesmo pé.
18 meses
  • À medida que o equilíbrio se estabelece, começa a correr, a andar para traz e a saltar, mas ainda o faz com os dois pés.
24 meses
  • Sobe escadas sem ajuda.
  • Consegue interagir com uma bola usando os pés e as mãos.
  • Anda como um adulto, mudando de direção, correndo. Já consegue parar de repente
Principais marcos do desenvolvimento emocional do bebé dos 0 aos 18 meses

Os bebés são sensíveis as emoções desde muito cedo visto que o seu instinto de sobrevivência, presente logo à nascença, lhes indica que devem confiar na mãe para a satisfação das suas necessidades básicas. Chora como expressão dessas necessidades mas também de acordo com o nível de desconforto que sente. Um bebé tem e expressa vontades desde muito cedo e valoriza-as como as únicas a serem satisfeitas. A consciência do outro só aparece muito mais tarde.

Os bebés aprendem, essencialmente, por imitação. Este facto reforça a importância da correção e coerência dos comportamentos dos pais e de todos os que convivem de perto com o bebé. É fundamental que o bebé cresça num ambiente de afetos e que os pais demonstrem abertamente os seus sentimentos entre si e na sua relação com o bebé. É observando o mundo dos adultos que o bebé e as crianças se modelam sentimental e socialmente.

A sociabilização e contacto com o outro é, portanto, uma fonte excelente de estimulação e de aprendizagem das condutas sociais. O convívio com os seus pares promove a construção e a afirmação da sua própria identidade, já que estando rodeado de outros como ele, é capaz de identificar a diferença entre si e os outros


Marcos do desenvolvimento emocional dos 0 aos 18 meses:

Recém-nascido


Um bebé recém-nascido demonstra as suas necessidades emocionais através da expressão corporal e facial. Começa por esboçar um sorriso (em resposta ao sorriso do adulto) e estabelece contacto visual como forma de comunicação.

O sono e as rotinas diárias permitem que ao bebé estruturar o seu novo ritmo de vida e encontrar estabilidade nos eventos que decorrem ao longo do tempo. Dormir à noite, fazer a sesta durante o dia, comer, tomar banho, etc.. Um bebé recém-nascido passa cerca de 16h15 por dia a dormir (8 horas durante o dia e 8h15 por noite). O sono favorece o desenvolvimento físico, fortalece o sistema imunológico, contribui para a consolidação da memória, relaxamento muscular, segurança e estabilidade emocional.

1 mês

O bebé distingue claramente a voz da mãe da de todas as outras. O reconhecimento da voz da mãe inicia-se muito cedo, ainda durante a gravidez. A partir dos 5 meses de gestação, o bebé já consegue distinguir a voz da mãe de todos os outros sons intra uterinos.


Com 1 mês de idade, o bebé começa a demonstrar os seus sentimentos e necessidades através de diferentes expressões de rosto (faz caretas, sorri quando olham ou sorriem para ele, deita a língua de fora) e do choro. O bebé chora porque está desconfortável, com dores ou apenas porque precisa de atenção. Gradualmente vai perceber que existem diferentes tipos de choro e a perceber o que o seu bebé lhe quer dizer.


2 meses



Aos 2 meses de idade, o bebé já gosta de agradar. Se sorrir muito para o seu bebé e conversar com ele durante as rotinas diárias, o bebé vai aprender que certos gestos e comportamentos são positivos e tende a imitá-los.

Quando está feliz, o bebé sorri e gesticula para chamar a atenção. Gradualmente começa a fazê-lo com intencionalidade, como quando quer colo.

O bebé está muito dependente da mãe e é com ela que vai estruturando a sua personalidade. Tudo aquilo que envolve a amamentação, os cuidados ao bebé, o ambiente e as manifestações de carinho são fundamentais para que o bebé se sinta seguro e amado.

As rotinas do dia-a-dia vão-se consolidando o que contribui para a estabilidade emocional do bebé que começa a estabelecer uma relação causa/efeito entre tarefas e uma noção de previsibilidade sobre o que vai acontecer a seguir.



3 meses


  • Mostra agrado e alegria quando vê os pais ou outras pessoas com quem está familiarizado
  • Começa a comunicar intencionalmente, emitindo sons e sorrindo abertamente
  • Entende o sorriso e sorri socialmente.
4 meses


  • Sabe a diferença entre estar sozinho ou acompanhado e prefere não estar só, chorando para mostrar o seu desagrado.
  • Aprecia a companhia e gosta de atenção.
  • Distingue as figuras cuidadoras e próximas das restantes pessoas com quem se relaciona, estabelecendo com cada uma, uma relação privilegiada e individualizada.
5 meses


  • Verbaliza, gesticula, chora, sorri e ri para comunicar e não só para satisfazer uma necessidade de sobrevivência.
  • Começa a demonstrar sentimentos de medo quando ouve barulhos altos ou inesperados.
  • Estranha pessoas que não vê frequentemente e distingue uma voz calma de uma voz irada.
6 meses

  • Demonstra sentimento de posse pelos pais.
  • Como está a descobrir as mãos, usa-as para demonstrar o seu afeto e apreço pelos pais.
7 a 8 meses


  • Gosta de comunicar com outros bebés e usa todas as competências adquiridas até aqui para estabelecer essa comunicação e se relacionar. Palra, ri, gesticula e parece ser capaz de ‘conversar’.
9 a 12 meses

  • Manifesta carinho com abraços e mimos principalmente pelos pais.
  • Já tem alguma individualidade e reconhece o seu nome.
13 a 15 e meses

  • É mais expansivo embora recorra aos pais para conforto e segurança.
  • Gosta de agradar e ser participativo das rotinas dos adultos.
16 aos 18 meses

  • Começa a construir a autoconfiança e independência, querendo desempenhar algumas tarefas sozinho.
  • Já tem brinquedos favoritos e adora animais.
  • Já aprecia brincar sozinho.

Mãe me quer