segunda-feira, 4 de maio de 2015
Comemorar o Dia da Mãe na escola. Sim ou não?
O Dia das Mães se aproxima. Várias escolas começam a preparar festas, exposições, apresentações sobre o tema, brincadeiras divertidas para o dia e até lembrancinhas para os alunos entregarem às mães... Apesar de parecer ter apenas pontos positivos, algumas escolas e especialistas acham a comemoração do Dia das Mães na escola bastante polêmica e acreditam que ela deva ser tratada com muita delicadeza. "Há crianças que em suas histórias de vida, por exemplo, trazem situações delicadas em relação às mães, como separações, doenças e até morte", explica a psicóloga educacional Rosângela Cabrera, de São Paulo.
domingo, 15 de março de 2015
Filha és… mãe serás
Quando era pequenina olhava com espanto para a minha mãe.
Quando o frango assado vinha para a mesa, ela era sempre a última a servir-se: cada um escolhia o que gostava mais e, por último, lá se servia a minha mãe, sempre com um sorriso.
O ovo estrelado que rebentava na frigideira tinha sempre como destino o prato dela.
Descascava as maçãs para todos e comia a que sobrava “está tocada mas é boa, não é para desperdiçar”.
Agora eu sou, instintivamente, essa mãe, com outras carinhas pequeninas a olharem-me com espanto.
O amor está nos gestos mais simples. Está nas maçãs tocadas, no ovo estrelado que rebenta. Nas mãos frias na testa que aliviam a febre… que curam tudo.
Filha és, mãe serás …
Maria Capaz
terça-feira, 10 de março de 2015
Porque é que não deve forçar o seu filho a beijar outras pessoas
Pediatras dizem que beijo é um cumprimento demasiado íntimo para se impor a uma criança e que não é necessário para as regras da boa educação e da simpatia.
Dizer ao Gonçalo, de 4 anos, "dá um beijinho à Maria" pode ser um verdadeiro desafio. Não é muito beijoqueiro, diz a mãe, sobretudo quando não conhece bem as pessoas. "Digo-lhe sempre para dar um beijinho, mas já sei que às vezes não dá", conta Sara Castilho, 32 anos. Com a família mais próxima, não há qualquer problema. Mas se lhe pedem para beijar um parente afastado ou um amigo da família, a situação altera-se. E quanto mais insistem, pior é. "Tento não entrar em conflito e, por isso, não forço muito. Mas faço força para que cumprimente a pessoa, nem que seja apenas com um olá."
A discussão sobre se os pais devem ou não coagir as crianças a beijar outras pessoas foi relançada recentemente pela jornalista e escritora colombiana Ana Hanssen. Na opinião do pediatra Mário Cordeiro, "as crianças não devem ser obrigadas a beijar quem quer que seja, embora devam ser entusiasmadas a cumprimentar as pessoas, seja no prédio onde moram sejam com avós ou amigos". Mas, ressalva, "cumprimentar, que é um ato de cortesia, não é sinónimo da intimidade a que o beijo força". Por isso, um sorriso ou um aceno podem ser suficientes. "Ser educado é uma coisa, ser beijoqueiro é outra", destaca. Até porque, lembra o pediatra, "há crianças que não gostam de dar um beijo a uma pessoa com barba", por exemplo.
DN Portugal
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Quando devo recorrer ao psicólogo infantil?
Birras, malcriações, rebeldia, notas baixas, dificuldade em aprender, timidez, choro fácil, problemas de sono, apatia, perda de ente querido, separação de pais etc.. São vários motivos que fazem com que os pais pensem em procurar ajuda de um Psicólogo Infantil. Mas a pergunta está sempre no ar: quando realmente há necessidade de recorrer a psicoterapia infantil?
Para obtermos essa resposta devemos analisar quando nós adultos procuramos ajuda psicológica. Pense em você e o que faria você procurar um psicólogo. Normalmente isso acontece quando estamos passando por problemas que interferem no nosso dia-a-dia e nos causam algum sofrimento. Entretanto, com as crianças ocorrem de maneira diferente, pois elas nem sempre sabem nomear o que sentem ou porque estão se comportando de determinado jeito. Mas elas expressam o sofrimento e a tristeza através dos comportamentos e atitudes. Por isso é primordial o olhar e atenção dos adultos sempre. É necessário saber como está a criança como um todo, se está tudo bem na escola, se está dormindo e comendo bem, se está mais quieta ou mais agitada e qual a frequência do comportamento que não é comum ela apresentar. Ao perceber mudanças em algum aspecto do comportamento, procure ajuda.
É muito importante os pais entenderem as fases de desenvolvimento infantil e saber quais comportamentos são comuns na idade em que a criança está. É necessário entender um pouco de tudo o que diz respeito ao desenvolvimento emocional (ou psicológico), cognitivo (ou da inteligência), motor, da linguagem e social da criança. Esse entendimento facilitará a conclusão se tal mudança comportamental está ocorrendo devido a uma fase que a criança está passando, ou se ela está com algum tipo de sofrimento.
pequeniños
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
O medo das crianças de acordo com a idade
Sentir medo é normal, faz parte do desenvolvimento infantil, mas a criança precisa se sentir amparada quando esse sentimento vem à tona. Veja aqui quais são os temores mais comuns a cada fase e saiba com ajudar seu filho a lidar com eles:
ATÉ 7 MESES
De barulhos inesperados e luzes fortes.
- Para ajudar: evite expor a criança a qualquer estímulo intenso. Se não for possível, faça de maneira suave e verifique como ela reage.
DE 7 MESES A 1 ANO E MEIO
De pessoas, ambientes e objetos novos; de perder os pais, pois acham que pessoas desaparecem quando não estão ao alcance de seus olhos.
- Para ajudar: o pai, a mãe ou o cuidador devem estar presentes quando o bebê for exposto a situações novas.
DE 1 ANO E MEIO A 3 ANOS
Do escuro, de pessoas com máscaras ou fantasias, de ficar sozinho.
- Para ajudar: ao encontrar alguém fantasiado, aproxime-se devagar e mostre que é apenas uma roupa diferente. Se ele não gostar, não force.
DE 3 A 5 ANOS
De monstros, fantasmas, da escuridão, de animais, chuva, trovão, de se perder.
- Para ajudar: respeite a criança, permitindo que se expresse, e explique que nada lhe acontecerá de mal. Quanto ao medo de se perder, faça-a decorar o nome inteiro e o telefone de casa e a ensine a pedir ajuda. Ela se sentirá mais segura.
A PARTIR DOS 5 ANOS
De ser deixado na escola, de bandido, de personagens de terror.
- Para ajudar: insegurança melhora com diálogo. Se o medo for de bandido, reforce, por exemplo, a importância de ficar perto de adultos conhecidos. Para a criança se sentir segura, diga que alguém sempre estará cuidando dela na escola.
A PARTIR DOS 6 ANOS
Da própria morte e da dos pais, pois já a entende como algo irreversível; de ser criticado.
- Para ajudar: se houver perguntas sobre morte, não invente histórias absurdas, diga a verdade de forma delicada. E quanto às críticas: explique que elas nos ajudam a melhorar.
crescer
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Como os pais devem agir quando veem os seus filhos envolvidos numa briga?
Crianças pequenas brigam com frequência e os pais devem supervisionar de perto para orientá-los e ensiná-los sobre como se portar nessas situações, ensina a psicóloga Eliana de Barros Santos. "Se a criança bater em outra, interfira e separe os dois, mas lembre-se de não supervalorizar a briga. Console e atenda a criança que foi agredida para depois orientar o agressor dizendo que a atitude dele não foi boa e que provocou dor no colega", diz Eliana. Ela orienta que o mesmo deve ser feito se a briga for entre irmãos: "Fique atento para não ceder aos gritos do menor, por achar que ele é mais frágil, pois dessa forma você estará mostrando que a birra tem poder. Aja com justiça. Para crianças pequenas, até cerca de dois anos, é necessário ser incisivo e direto, dizendo em poucas palavras e de forma clara olhando em seus olhos: Não bata! Quando bate, dói".
educar para crescer
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
10 maiores consequências dos contos infantis na formação da personalidade das crianças
1- Ajudam a criança a lidar com as dificuldades e seus sentimentos!
Os contos ajudam a criança a lidar com as dificuldades do seu dia a dia e a elaborar melhor os sentimentos negativos tão comuns na primeira infância, como medo, frustração, abandono, rejeição, rivalidade entre irmãos, inveja, relação com os pais, inferioridade, vingança etc. Por isso, elas pedem para ler diversas vezes a mesma história.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Bebés autónomos aprendem melhor
Os bebés que aprendem junto dos adultos a serem mais autónomos adquirem mais cedo fortes ferramentas cognitivas, que os ajudam a desenvolver nos campos sociais e psicológicos. Pelo menos é o que defendem investigadores canadianos, para quem o papel da mãe neste processo de aquisição de autonomia é absolutamente central.
Os pesquisadores da Universidade de Montreal mostraram que “o funcionamento executivo da criança está ligada à capacidade da mãe para apoiar a sua autonomia. Esse apoio inclui coisas como dar-lhe ferramentas para enfrentar desafios e deixá-la tentar resolver problemas sozinha, por exemplo, na realização de pequenas tarefas adequadas à sua idade”, disse Célia Matte-Gagné, que liderou o trabalho.
A investigação contou com a participação de 78 mães e filhos participaram do estudo. As famílias foram visitadas em casa duas vezes - uma quando a criança tinha 15 meses e outra aos três anos. Na primeira sessão, as mães foram convidadas a concluir atividades que eram ligeiramente difíceis para os bebés completarem sozinhas (a construção de uma torre e completar puzzles na primeira consulta e triagem de blocos na segunda). As atividades foram vídeo-gravadas para que os pesquisadores pudessem avaliar o nível de autonomia dada aos bebés: até que ponto as mães incentivavam os filhos a completarem a tarefa sozinhos ou, pelo contrário, controlavam os acontecimentos e até entravam em ação.
Os bebés foram avaliados uma segunda vez, aos três anos, utilizando uma gama de jogos adaptados que revelaram as suas capacidades de adiar a gratificação, a força de sua memória de trabalho e a sua capacidade de pensar sobre vários conceitos simultaneamente.
Os resultados mostram que as pontuações mais altas aos três anos são as das crianças cujas mães apoiaram consistentemente um comportamento autónomo dos bebés, ou seja, que os deixaram livres para tentar, errar e, eventualmente, acertar. "Este estudo levanta a possibilidade de que as capacidades cognitivas das crianças estão ligadas à promoção da autonomia por parte dos adultos e ao longo do tempo”, conclui a mesma investigadora.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Pais apanhados em flagrante
A importância de haver coisas por descobrir
Embora muitos pais mantenham os filhos a dormir junto à sua cama até tarde, “por comodidade, para não terem de se levantar a meio da noite se a criança chora, ou até por dependências dos próprios pais em relação aos filhos”, refere Luísa Serra, “nós, psicólogos, consideramos que é conveniente as crianças deixarem de dormir junto dos pais a partir dos seis meses, exatamente para não terem acesso àquilo que se designa por cena primitiva”. Isto porque “estudos psicológicos estabeleceram uma forte correlação entre o insucesso escolar e crianças que assistiram a relações sexuais entre os pais ou outros pares. Segundo os especialistas, toda a aprendizagem, o desejo de conhecer, se baseia no facto de a criança perceber que há coisas que não sabe e ir tentando descobrir o que são. Desde o momento em que tem acesso à cena primitiva deixa de ter curiosidade para aprender, não só a nível escolar mas de um modo geral”. É por isso que os psicólogos, perante um dos raros casos de falta de motivação para a aprendizagem, exploram sempre a hipótese de os seus jovens pacientes terem presenciado actos sexuais.
No entanto, a criança só deverá ficar seriamente afetada quando isso sucede com regularidade, como explica a psicóloga: “O facto de ter assistido uma vez não satisfaz toda a sua curiosidade, há muitas coisas que não percebeu. Não é o mesmo que ficar com uma ideia precisa do que viu. Aconteceu com uma criança de seis anos que sempre dormiu no quarto dos pais. Não sabia brincar, não aprendia as letras e a postura dela era de braços caídos. Foi avaliada ao nível das cognições e não tinha problemas. Não havia outro motivo que justificasse a sua desmotivação.”
Ainda que uma única vez, é de evitar que um filho presencie o ato sexual pois, segundo Luísa Serra, “a maioria das vezes, ele é percecionado como um ato agressivo. Apanhar os pais pode ser muito destrutivo para uma criança que ainda não consegue interiorizar o que ali se está a passar: o que vê é uma coisa muito agressiva, que a assusta. Deve ter-se, portanto, o máximo cuidado e não a expor a esse cenário”.
Para os jovens adolescentes, o sexo pode não ser mais pacífico: “Lembro-me de um trabalho referido num congresso sobre violência na televisão em que, sem nunca se mencionar o sexo, se pediu a alunos do 9º ano de escolaridade para classificarem, quanto à agressividade, os programas que davam nos quatro canais”, recorda a psicóloga. “O que foi considerado mais agressivo, quase por unanimidade, foi o da Playboy...”
“Encontrar os pais, que são sempre seres idealizados, no ato sexual, pode ser muito perturbador mesmo aos 11 anos, até porque já se conhece o que o corpo é capaz de sentir” continua a especialista. “O acesso à genitalidade, a descoberta do corpo sexuado, dá-se, grosso modo, nessa idade. É quando se inicia a masturbação. Assim sendo, têm uma perceção imediata do que se está ali a passar”. O flagrante pode, neste caso, desencadear duas reações: “De inibição do início da sexualidade a dois ou fuga para o ato, precipitando-a, de forma indiscriminada e independentemente dos afetos”. Daqui se conclui que o melhor é ter o máximo cuidado para não ser surpreendido, seja qual for a idade dos filhos.
Como reagir?
Quando acontece, qual será a atitude mais adequada? Segundo Luísa Serra, “tudo depende da reação da criança. Se ela não referir o assunto, os pais não devem abordá-lo. Se fingir que não viu nada, há que respeitar porque é essa a sua estratégia. A não ser que seja percetível que algo não está bem. Por exemplo, se faz chichi na cama, começa a ter menos aproveitamento escolar ou, em idades menores, se começar a fazer birras ou a agredir os pais. Pode suceder, mesmo quando presenciou a cena uma única vez. Tem a ver com zanga: os filhos esperam estabilidade por parte dos pais e se veem que eles não estão bem um com o outro, porque interpretaram o ato sexual como uma luta, pensam que o pai estava a bater na mãe, ficam zangados por os pais não se entenderem”.
Na opinião da psicóloga, “nessas situações tem de se falar com a criança, sem referir o flagrante, perguntar-lhe o que a aflige e tranquilizá-la explicando que está tudo bem. Se ela mencionar o ato, é importante perceber o que a perturbou porque, em toda a cena, pode ter havido um pormenor que a incomodou especialmente. Não se explica o ato em si a uma criança de seis anos, por exemplo, que não vai compreender. Podem usar-se as chamadas mentiras piedosas, como a de que a mãe tinha dores de barriga e o pai estava a ajudá-la. Deve imperar o bom senso: dizer a verdade mas adaptada à idade da criança. E explicar que se trata de um acto de amor, pôr a tónica nos afetos e não no ato, o que não quer dizer que não se fale nele pois não é nenhum bicho papão. Com os mais crescidos já se pode utilizar outra linguagem uma vez que possuem mecanismos psicológicos para elaborar a questão de forma diferente”, acrescenta Luísa Serra. A reação dos pais deverá ser semelhante à referida para os mais pequeninos: deixar que o filho tome a iniciativa de abordar o tema ou falar com ele sempre que suspeitem que algo o perturba.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
E quando os nossos filhos parecem não entender a importância da escola
Com a entrada no 1º ciclo, muitas são as dúvidas e expetativas dos pais em relação ao desempenho escolar dos seus filhos. Não há dúvida que todos os pais querem o melhor para os seus filhos e com a escola não é exceção, também aqui esperam que os seus filhos não só venham a ser bons alunos como também alunos dedicados.
Mas por vezes quando as matérias começam a complicar e exigem maior concentração e dedicação por parte dos alunos, o cenário altera-se e é aqui que fica difícil perceber o que fazer para inverter a situação.
Antes demais, enquanto pais devem desde cedo proporcionar um ambiente de estudo adequado em suas casas. É importante, mesmo quando eles ainda são pequeninos – 4/5 anos –, habituarem-se a ter um espaço em casa para aprender coisas novas e que o reconheçam como tal no futuro. Quando a criança chega à idade escolar, vai com certeza escolher esse local como o ideal para fazer os trabalhos da escola ou estudar. Claro está, que é sempre importante que os pais o acompanhem nesse processo e acreditem que as dificuldades são muitas vezes ultrapassadas, ou até mesmo evitadas, se desde tenra idade os pais explicarem a importância de estudar para a vida futura da criança.
Quando ainda assim, as dificuldades persistem, não desistam dos vossos filhos:
Conversar com o seu filho para perceber o porquê das dificuldades: “O que é que se anda a passar para andar mais distraído?”; “Aconteceu alguma coisa na escola?”; etc;
Fazer uma retrospectiva da vossa vida nos últimos tempos a fim de perceber se houve algum acontecimento que possa ter desencadeado essa falta de atenção, falta de interesse;
Entrar em contacto com o Professor Titular ou com o Diretor de Turma e marcar uma hora de atendimento – lembrem-se que o envolvimento escola/família é fundamental;
É importante evitar o castigo, a punição, valorizem sempre a Educação pela Positiva – procurem sempre recompensar o esforço através de elogios, do reconhecimento, de pequenos prémios como mais 15min de T.V. (em vez de a “tirar” por completo), um passeio no fim de semana ao local preferido dele, ser ele a escolher o jogo para jogar em família, ser ele a escolher a comida na 6f , entre outros.
Para além de tudo isto, é fundamental darem o “exemplo” aos vossos filhos. Ou seja, não os queiram pôr a estudar, principalmente os mais pequeninos, enquanto assistem a um filme ou um jogo na televisão, por exemplo. Nessa altura, arranje qualquer coisa para fazer (organizar contabilidade, porque não; ou ler um livro/jornal) e sente-se com ele, vai ver que atitude muda completamente.
“Aprender” é desenvolvermo-nos, é tornarmo-nos adultos mais capazes.
Ajudem os vossos filhos a olhar para a escola de uma forma mais positiva.
Márcia Fidalgo, Professora de Educação Especial Centro Ser Mais,
Para Up To Lisbon Kids®
12 alternativas para o castigo- disciplina positiva
Falar sobre disciplina positiva não é tão simples quanto parece, até porque disciplina positiva não é exatamente algo simples de colocar em prática. Podemos até entender os preceitos básicos como não bater, não gritar, não humilhar, mas nem sempre é tão simples fazer isso virar realidade, dependendo de como nós mesmos fomos criados.
Educar com respeito envolve muita conversa interna e autoavaliação constante, porque somente assim que podemos saber se estamos no caminho certo. Por isso que textos que oferecem alternativas à disciplina tradicional punitiva são tão bons, pois eles não apenas focam na crítica ao método punitivo como dão soluções reais.
Esse é o caso deste texto que traduzi, escrito pela Ariadne Brill, mãe de três filhos. Ela é adepta a práticas responsivas e pacíficas de criação de filho, escreve para o site Positive Parenting Connection, além de ser educadora de disciplina positiva.
12 Alternativas Para o Castigo – Disciplina Positiva
Se você já leu sobre os benefícios em deixar de lado o castigo, em favor de utilizar outras formas de orientar filhos, mas não sabe por onde começar, aqui estão 12 alternativas ao castigo que darão a pais e filhos uma oportunidade de tratar sobre escolhas e situações com o intenção de oferecer orientação, mantendo um vínculo positivo, respeitoso e pacífico.
Estas alternativas são principalmente voltadas para crianças de 1 a 6 anos, mas também funcionam para crianças maiores.
1. Faça uma pausa junto da criança: a chave é fazer isso junto com o seu filho e antes que as coisas saiam do controle. Então, se o seu filho está tendo um momento difícil ou está fazendo escolhas inseguras, como bater em um colega, encontre um espaço tranquilo para fazer uma pausa em conjunto. Apenas cinco minutos para vocês se conectarem, para ouvir o que seu filho está sentindo e falar sobre as escolhas mais apropriadas são coisas que realmente ajudam. Isto é semelhante ao que se chama de time in, um momento de acolhimento onde os pais trazem o filho para perto, ao invés de provocar afastamento.
2. Segundas chances: você já cometeu um erro e se sentiu tão aliviado por ter uma chance de fazer tudo de novo? Muitas vezes, deixar que as crianças tentem novamente lhes permite resolver o problema ou mudar seu comportamento.”Eu não posso deixar você passar cola na mesa inteira, mas você quer tentar fazer isso de novo no papel?”
3. Resolva o problema em conjunto: se existe um problema e seu filho está tendo um comportamento causado por frustração, dar a oportunidade a ele de falar sobre o problema e ouvir a solução que ele tem pode mudar as coisas para melhor.
4. Pergunte: às vezes, nossos filhos fazem certas coisas, e nós não entendemos muito bem essas coisas. Nós podemos supor incorretamente que eles estão fazendo alguma coisa “ruim” ou sendo “desobedientes” quando, na verdade, eles estão tentando entender como alguma coisa funciona. Pergunte o que eles estão fazendo com a intenção de ouvir e entender em primeiro lugar e, então, ajude-os dando a saída adequada ou uma informação que está faltando. Em outras palavras, tente “O que você está tentando fazer?” ao invés de: “Por que diabos você está… Aaaah!!! Já pro quarto!”
5. Leia uma história: outra ótima maneira de ajudar os filhos a entender como fazer escolhas melhores é lendo histórias com personagens que estão cometendo erros, ou passando por sentimentos intensos, ou que necessitem de ajuda para fazer escolhas melhores. Além disso, ler para os filhos pode ser uma forma muito positiva de se reconectar e dirigir a nossa atenção para os nossos filhos.
6. Bichinhos e brincadeiras: as crianças pequenas adoram ver fantoches ou bonecas ganhar vida para ensinar lições positivas.”Olá, eu sou o ursinho e puxa, parece que você rabiscou o chão. Estou voando para a cozinha para pegar uma esponja para limparmos o chão juntos. Vem comigo!” E depois de limpar juntos: “Ah, agora vamos buscar um pouco de papel, você pode fazer um desenho para mim no papel? O papel é para colorir com lápis de cor!”
7. Dê duas opções: vamos dizer que seu filho está fazendo algo completamente inaceitável. Ofereça a ele duas alternativas que são seguras, respeitosas e aceitáveis, e deixe que ele escolha o que ele vai fazer a partir daí. Ao receber duas opções, a criança pode manter algum controle sobre as suas decisões e ainda aprender sobre limites.
8. Ouça uma música: às vezes, fazer uma pausa divertida para liberar um pouco a tensão e reconectar é tudo o que as crianças precisam para voltar a fazer escolhas melhores e tudo o que os pais precisam para relaxar um pouco e aliviar o estresse. Ouça uma música ou faça uma pausa para dançar!
9. Vá para fora: mudar o ambiente muitas vezes nos dá a chance de redirecionar o comportamento para algo mais apropriado. “Eu não posso deixar você subir na estante. Mas você pode subir nas barras da grade. Vamos lá para fora e brincar disso, então!” Ou: “Cortar o tapete com a tesoura não é aceitável. Vamos lá para fora cortar um pouco de grama.”
10. Respire: uma grande respiração profunda, tanto para pais como filhos, pode realmente nos ajudar a acalmar e olhar para o que está acontecendo com uma nova perspectiva. Tome um fôlego dos grandes para sair das frustrações ou respirações curtas e rápidas para sentir-se calmo e reenergizado.
11. Faça um desenho: uma ótima maneira para as crianças falarem sobre erros é fazer um desenho do que elas fizeram ou do que poderiam ter feito diferente. É uma maneira sutil para abrir uma janela para conversar sobre como fazer escolhas melhores.
12. Espaço do relaxamento: para que “dar um tempo” funcione de verdade, é necessário que isso seja algo que ajude todos a se acalmar, e não deixar os filhos assustados ou com medo. Um espaço de relaxamento é uma área onde os filhos podem ir se sentar e pensar, brincar com alguns brinquedos mais tranquilos, e ter algum espaço sozinhos, até que se sintam prontos para falar ou voltar a estar perto de outras pessoas. O uso do espaço do relaxamento deve ser oferecido como uma opção e não como uma ordem.
Cada criança e cada situação são únicas. Por isso, essas ferramentas não se aplicam a tudo, mas funcionam mais como uma lista de ideias para ajudar a expandir a sua caixa de ferramentas de criação de filhos. Eu penso que usar ferramentas pró-ativas como estas para responder e orientar os filhos a fazerem escolhas melhores funciona de maneira muito mais positiva do que ter que reagir quando as coisas saem de controle.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Ainda falta muito para chegar?
A escola faz mal às crianças... se ela for uma “linha de montagem” de “produtos normalizados”; à margem da imaginação, da criatividade e, sobretudo, da singularidade.

A escola faz mal às crianças quando se chama a um berçário uma... escolinha e se imagina que a “vida escolar” comece aí. E se permite (sem nada se fazer para o alterar) que, desde muito cedo, haja crianças confiadas a berçários. Por causa dos técnicos que lá estão? De modo algum! Porque as crianças são obrigadas a ter ritmos e rotinas muito pouco personalizados. Se ligar a biologia nervosa, as incidências da sua história de vida e os ritmos dos pais já não é fácil, imaginando que eles sejam capazes de se descentrar de si próprios, ligar tudo isto com uma uniformidade dos ritmos da maioria dos berçários (com tempos idênticos para as crianças se alimentarem, para dormirem ou para serem estimulados) faz mal aos bebés. Num país amigo das crianças, e considerando o bem precioso que representam, só se devia entrar numa... escolinha dos dois para os três anos. Até lá, seja a mãe ou o pai − com possibilidade de terem licenças de parentalidade mais alargadas ou trabalho em tempo parcial − sejam os avós (mesmo que, para tanto, sejam apoiados pela segurança social), seja uma ama (de preferência, em casa dos pais), tudo é melhor para a saúde do bebé. Passar dias e dias deitado, olhando para o ar − na verdade, olhando para o mesmo mobile que dá voltas e voltas diante do seu nariz − torna cada bebé um bocadinho mais estúpido do que quando lá entrou.
A escola faz mal às crianças quando permite que se distinga, todos os dias, a educação infantil do ensino obrigatório, e se permite que os jardins de infância não sejam, tendencialmemte, gratuitos e para todos os meninos. Mas faz, ainda, pior quando permite que haja infantários da rede pública, que funcionem, há anos a fio, em contentores, e infantários, muito exclusivos, onde estão oito, dez ou 12 crianças, no total, e onde os pais, privando-os do bem precioso da vida (na sua generosidade inclusiva), pagam 1500, 2000 e 2500€ por mês por uma exclusividade que debilita o crescimento e as crianças.
A escola faz mal às crianças quando permite que os jardins de infância sejam pré-escola. É por isso que eu acho que devia ser proibido ensinar a ler e a escrever no jardim de infância! Mas, então, para que é que serve um jardim de infância? Serve para as crianças se socializarem. E serve para alimentarem a surpresa de transformar uma educadora numa... quase-mãe.
Serve para alimentar a educação física como se fosse uma escadinha: indo da tonicidade ao equilíbrio, e daí ao movimento, à coordenação motora, ao ritmo, à expressividade, ao brincar, ao jogo e, naturalmente, à relação. Tudo isso ajuda a perceber que todos os meninos ensinados a domesticar o corpo não sabem pensar e vivem fugindo... da vida.
O jardim de infância serve, também − tenho-o dito − para a educação visual. Ajuda a distinguir olhar e ver; ajuda a ir do garatujo ao rabisco e do rabisco ao traço; ajuda a ir do corpo (com que se desenha e com que se pinta) ao pensamento (e vice-versa); ajuda a ir do sentir ao representar; e ajuda a criar imagens e símbolos (para que sejam desconstruídos, a seguir). O jardim de infância ajuda a perceber que quem não sabe desenhar não sabe escrever!
O jardim de infância serve, também, para a educação musical. Para ir do som à harmonia dos sons e, com isso, para ir da sensibilidade à expressão musical e dela aos sons com forma (que são as letras) e aos sons com legendas que são as palavras. A música é a única Torre de Babel do mundo: sem a música as crianças tornam-se menos aptas para a língua materna. E sem língua materna, versátil e expressiva, nunca organizam um ritmo do género “sente, discorre e faz” sem o qual o pensamento deixa de pensar sobre si e sobre o mundo. E adoece!
O jardim de infância serve para brincar. Porque quem não brinca fica fechado (e desconfiado) no seu mundo e, em vez de ficar amigo da diferença (sem a qual nunca se cresce) fica xenófobo e arrogante, mais agarrado ao passado do que amigo do futuro.
O jardim de infância serve para escutar histórias e para as reproduzir; e para as reconstruir; e para as dramatizar; e para fazer com que elas ganhem vida em nós e, assim, servem para ir do drama à sátira ou à comédia mas, sobretudo, servem para ir da intriga à surpresa, à empatia, à comunhão e ao entusiasmo.
O jardim de infância serve, ainda, para conversar. É por isso que as crianças − todas as crianças (!) − para serem saudáveis, têm de ser ruidosas na sala de aula e têm, de fazer uma algazarra, no recreio. E têm de chocar umas com as outras, têm de se sujar, e de transpirar, com abundância. Escolas com poucos recreios ou com maus recreios são escolas com necessidades educativas especiais e são escolas amigas do insucesso escolar!!! Do mesmo modo, todas as escolas, seja qual for o grau de ensino, que não tenham um quadro de honra para os alunos faladores, não são uma escola: são um lugar onde se transformam crianças saudáveis em pessoas sonsas e insossas.
Estamos a passar, como reparam, do jardim de infância ao ensino básico... Mas se é básico é porque com ele se aprofundam as bases do conhecimento. Então, se olharmos com atenção, temos razão para dizer que...
A escola faz mal às crianças quando as deixa ter aulas ou de manhã ou de tarde. Todos somos mais inteligentes de manhã. Porque somos animais sensíveis à luz... É por isso que as aulas de tarde incentivam o insucesso escolar. E faz mal quando se deixa que o dia escolar comece com a educação física, por exemplo, e termine, já com os crianças fisicamente cansadas, com o português. Isto é: uma parte da distração dos alunos resulta da forma, muitas vezes sem sentido, como se organiza um dia de aulas.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Fim das birras à mesa
Conselhos para as evitar
Ter crianças à mesa nem sempre é tarefa fácil.
Na infância, as birras em relação à alimentação são comuns.
Cabe a si encarar as refeições com naturalidade, caso contrário, transmitirá ansiedade.
Reúna a familia à mesa, tornando a refeição um momento de convívio e prazer e tenha em atenção às seguintes dicas de Ana Serrão Nelo, coordenadora do Centro da Criança no Hospital Cuf Descobertas:
- Deixe o seu filho mexer na comida. Sujar-se faz parte do crescimento.
- Se ele comer pouco, não o deixe sair logo da mesa nem lhe dê, de imediato, um alimento que ele gosta, ou transmitir-lhe-á que a refeição é pouco importante.
- Se ele costuma provocar o vómito, dê-lhe pouca comida de cada vez e uso só uma parte da colher.
- Ensine através do exemplo: coma, você própria, sopa, prato principal e fruta. Estará a dar um bom exemplo ao seu filho.
- Evite castigos relacionados com comida e fatores de stresse antes e durante a refeição
sapocrescer
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Beijar a boca dos bebés, sim ou não?
Beijar é um ato normal e cotidiano que realizamos muitas vezes durante o dia para saudar um conhecido, para nos despedirmos de nosso esposo antes de ir trabalhar, como cura para uma ferida de uma criança ou como mostra de carinho. Costumamos dar beijos no rosto e às vezes chega até ser uma expressão tão rápida e quase banal que os nossos lábios não conseguem tocar a pele da outra pessoa. Mas há outros beijos que damos na boca, normalmente no nosso esposo e em muitos casos nos nossos filhos. O que você acha de beijar a boca dos bebês?
Por que não deveríamos beijar os bebês na boca?
Beijar na boca dos nossos filhos é um ato muito comum em muitas famílias, um costume que acontece de forma natural, como quem dá um beijo no rosto. Eu fiz isso por muito tempo, até que os catarros e resfriados foram passando de um para o outro sistematicamente, durante um duro inverno e decidi tomar hábitos mais assépticos.
Estas são as teorias contra o beijo na boca das crianças:
- A razão principal de quem acredita não ser correto, é médica: creem que é um ato que pode transmitir doenças ao bebê tais como gripe, resfriado ou mais graves como a mononucleose.
- Para outras pessoas é inaceitável dar um beijo na boca de uma criança, ainda que seja seu filho, já que acreditam que está relacionado com uma “conduta sexual”, reservada apenas para casais.
- À medida que as crianças vão crescendo não é correto continuar com o costume, já que por um lado poderia ser objeto de gozações na escola ou a criança poderia confundir esse costume e tentar repetir com seus amigos.
Esta é a teoria principal a favor de beijar o bebê na boca:
- É um ato de carinho e amor sem nenhuma conotação, que cria um vínculo mais próximo entre pais e filhos. Não tem nenhuma conotação sexual ou seja, só é a expressão do amor entre pais e filhos. Abraçar e beijar crianças é normal para um bom desenvolvimento emocional.
E você, o que acha?
Alba Caraballo
Editora de GuiaInfantil.com
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Os desenhos dos seus filhos
Desenhar é uma coisa natural nas crianças. É como conversar para os adultos.
Da mesma forma que os seus desenhos da família revelam o modo como a criança encara os vários membros e das relações de afeto entre eles, os que ela faz do que rodeia permitem-lhe ter perceção da noção que ela tem do meio que a envolve.
Tal como um verdadeiro artista, o seu filho gosta de ser admirado. Saiba como reagir às suas obras, para não ferir suscetibilidades e aumentar a sua autoestima:
- Guarde os desenhos que lhe forem oferecidos
- Se não os compreender, peça-lhe para explicar. Cada um tem uma história e a maioria das crianças adora contá-la
- Evite fazer comentários depreciativos, pois pode afetar a autoestima
- Se algo lhe parecer estranho não se alarme. Pode ter sido inspirado na TV ou até copiado por um colega de escola
- Os temas, motivos e cores usados ou a própria rejeição da atividade, apenas são preocupantes quando repetidos sistematicamente. Em situações de dúvida, tente saber junto da professora como é o comportamento da criança na escola e consulte um especialista
Texto: Maria Vasconcelos
Sapocrescer
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Os erros que os pais mais cometem
Especialista aponta soluções
O estado de desenvolvimento psicológico e social dos pais condiciona o processo evolutivo de educação dos filhos.
Este está, muitas vezes, na origem das principais lacunas que os progenitores evidenciam. «Manter a capacidade de nos deslumbrarmos com o que está à nossa volta, como fazem as crianças, é a chave para sermos mais felizes».
Quem o diz é Isabel Empis, psicóloga e psicoterapeuta, uma apaixonada pela vida que transmitiu isso mesmo no seu livro «Eu quero amar, amar perdidamente».
Um livro de crónicas sobre crescer e amar cujo título recorda o poema homónimo de Florbela Espanca porque demonstra que «até nesta poetisa, que nos transmite uma vida de desespero, havia esperança», assegura a autora.
«A nossa felicidade vem da nossa relação com as coisas e não destas. Vem da nossa capacidade de nos transformarmos e de amarmos perdidamente como só as crianças o fazem», realça. Percorra connosco esta viagem interior.
Como é que os pais devem lidar com os desafios que se colocam na relação com os filhos?
Deixar os filhos serem eles próprios. Os pais devem dar atenção aos filhos e curtir o tempo que estão com eles.
O que é essencial que os pais façam para garantirem aos filhos uma infância feliz?
Estar presente e deixá-los ser criativos.
E que erros deteta na relação entre pais e filhos?
Falta de atenção e de diálogo. Os pais bombardeiam as crianças e jovens com atividades secundárias e ainda não perceberam que eles próprios podem ser o melhor programa para os filhos.
Muitas mulheres sentem uma enorme culpa por não poderem passar o tempo que desejavam com os filhos. Que conselhos lhes pode dar?
Aproveitarem o tempo que estão juntos, não falar dos filhos mas com eles e não estarem preocupadas com o trabalho e com a ideia de sucesso.
sapocrescer
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
A motricidade grossa e a motricidade fina no desenvolvimento da criança
A importância de estimular a motricidade grossa (controlo corporal) e motricidade fina (movimentos de precisão) no desenvolvimento do bebé e da criança.
A psicomotricidade abrande duas grandes áreas: a motricidade grossa e a motricidade fina.
Motricidade grossa
Relaciona-se com o controlo corporal no seu todo: postura, equilíbrio estático e dinâmico, deslocamentos e balanços.
Motricidade fina
Relaciona-se com os movimentos de maior precisão: coordenação olho-mão e destreza na manipulação de objetos.
O desenvolvimento psicomotor é fundamental para o desenvolvimento e crescimento do bebé e da criança. Nos primeiros anos de vida, grande parte da informação é obtida através das experiências que temos com o nosso próprio corpo.
Através do movimento, dos estímulos e da interação com os objetos, com os outros e com o meio, a criança descobre, interpreta e compreende o mundo, ao mesmo tempo que desenvolve as suas capacidades motoras, cognitivas, emocionais e sociais.
As rotinas, a partilha de espaço e de brinquedos, a possibilidade de avaliar e tomar decisões, o faz de conta ajudam a criança a crescer de forma estruturada, divertida e confiante.
As pequenas brincadeiras/atividades entre pais e filhos, num ambiente descontraído e sem pressão, ajudam a criança a crescer num ambiente divertido e a promover a relação de confiança na família.
A brincar ou nas pequenas tarefas diárias, como a alimentação ou banho, por exemplo, pode trabalhar pequenas competências com o seu filho como pegar numa colher, num copo, atirar água para um ponto específico, agarrar pequenos objetos com os dedos, tocar e agarrar determinadas partes do corpo, balançar o corpo...
mãe me quer
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Ver ou não televisão às refeições?
A hora da refeição é um momento para viver em família.
A hora da refeição é um momento para viver em família. Também os bebés, a partir da idade em que sejam capazes de se sentar na sua cadeirinha, se devem juntar aos pais e irmãos, para conviver e partilhar as rotinas familiares.
Manter a televisão ligada à hora de comer, distrai as crianças do essencial: da comida e da oportunidade de falar e ouvir a sua família. Para a maior parte das famílias, o jantar é a única hora do dia onde podem contar as novidades e quando tomam as principais decisões que afetam a todos. Paralelamente, é inegável que as refeições principais são um ritual social. É fundamental que as crianças aprendam prematuramente as boas regras de comportamento à mesa, como manipular os talheres e aguardar que todos terminem a sua refeição para abandonar a mesa, por exemplo.
As crianças precisam de regras para se desenvolverem de forma saudável e em harmonia com os outros. Aprender a respeitar as rotinas e as regras familiares mais básicas, facilita o convívio e a empatia familiar e estabelece na criança conceitos de respeito e de consideração pelo outro.
Por vezes, quando as crianças se recusam a comer, os pais experimentam todas as estratégias para que abram a boca só para mais uma colherada. Deixar os filhos a comer em frente à televisão transforma-se num hábito. No entanto, e a muito curto prazo, este comportamento não trará bons resultados. De exceção, passa a regra que, depois de assumida, é muito penosa de eliminar. Levar a criança de volta à mesa pode torna-se num verdadeiro desafio! Os primeiros dias poderão ser complicados e exigir uma dose extra de paciência, mas a criança rapidamente percebe que terá que comer, mais cedo ou mais tarde.
A televisão deve ser relegada para momentos específicos, depois de terminar a refeição, por exemplo. Para além disso, é importante que a criança compreenda o valor da refeição. A comida é uma fonte de energia que lhe permite viver o dia a dia saudável e crescer.
Como em todos os comportamentos assumidos ao longo da vida, e na educação que damos aos nossos filhos, deverá haver coerência e transmissão de valores que os ajudarão a viver de forma plena e em equilíbrio consigo e com o outro.
mãe me quer
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